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Lúpus
O QUE É LÚPUS?

Lúpus é um tipo de reumatismo de causa desconhecida que afeta principalmente mulheres jovens (entre 15 e 45 anos) numa proporção de 9:1 em relação aos homens. Embora sem causa conhecida, sabemos que nessa doença há uma alteração no sistema imunológico (responsável pelas nossas defesas) e o paciente passa a produzir anticorpos (proteínas de defesa) contra ele próprio causando problemas em diversas partes do corpo. Existem dois tipos de Lúpus, um que acomete apenas a pele, conhecido como discóide ou cutâneo crônico e outro que pode envolver diversos órgãos, sendo chamado de Lúpus Eritematoso Sistêmico.

É UMA DOENÇA RARA?

Ainda não temos estatística sobre o número de casos de Lúpus na Bahia, mas acreditamos que só na cidade de Salvador tenhamos cerca de 1000 (mil) casos, muitos deles ainda sem diagnóstico, sendo que mais ou menos 600 casos são acompanhados no nosso Ambulatório. Curiosamente, nos Estados Unidos a doença é 3 vezes mais comum em negros que em brancos e se isso for verdade para a população da Bahia é claro o número de casos de Lúpus poderá ser muito maior do que o citado acima.

QUAIS OS SINTOMAS DO LÚPUS?


Os sintomas de Lúpus são muito variados e os pacientes referem com freqüência dor e inchação em articulações, manchas no rosto que são sensíveis à exposição solar, queda intensa de cabelos, febre, emagrecimento importante. Outras manifestações tais como inflamação de pleura (superfície do pulmão), queda de glóbulos brancos no sangue, alterações renais podem não ser reconhecidas pelo paciente, por isso em caso de suspeita diagnóstica, deve ser consultado um reumatologista. Como citado acima, existe uma forma de Lúpus limitada à pele chamada de “discóide” caracterizada por manchas arredondadas de coloração branca geralmente em face ou couro cabeludo que embora tenha evolução crônica, o prognóstico é muito bom

LÚPUS PEGA?

É importante lembrar que a despeito de envolver a pele, Lúpus não “pega” ou “passa” para pessoas próximas. Do mesmo modo, a doença não é hereditária, ou seja, não passa de pai para filho, embora seja possível encontrar mais de um caso com o problema na mesma família.

A MULHER COM LÚPUS PODE ENGRAVIDAR?

Embora algumas pacientes com Lúpus possam ter maior chance de abortamento, a gravidez não é contra-indicada e mesma poderá ocorrer quando a doença estiver sob controle. O método anticoncepcional mais utilizado palas pacientes com Lúpus é a "camisinha" uma vez que a "pílula" deve ser evitada pois pode piorar a doença.

COMO FAZER O DIAGNÓSTICO DE LÚPUS?

O diagnóstico de Lúpus baseia-se na presença de manifestações clínicas, como as descritas acima e na positividade de alguns testes laboratoriais como, por exemplo, o fator antinuclear (FAN), hemograma e exame de urina.

LÚPUS TEM CURA?


Assim como o diabetes e a pressão alta, o Lúpus é uma doença crônica e sem cura definitiva embora a doença possa ser totalmente controlada e permitir uma qualidade de vida normal. Além disso, muitos pacientes com o acompanhamento adequado, ficam ser tomar qualquer medicação. As medicações mais usadas são os corticosteróides, antimaláricos e os chamados imunossupressores para inibir o sistema imunológico do paciente e assim controlar a doença. Os pacientes devem também evitar exposição ao sol que pode piorar a doença.

LÚPUS - COMO OBTER MAIS INFORMAÇÕES?

Sociedade Brasileira de Reumatologia: http://www.reumatologia.com.br
Arthritis Foundation: http://www.arthritis.org
Lupus Foundation: http://www/lupus.org
Núcleo de Reumatologia da Bahia: http://www.santacasaba.org.br/reumatologia

  Fonte: Mittermayer Santiago
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Esclerodermia

O QUE É?

A Esclerodermia é um tipo de reumatismo que se caracteriza pelo espessamento progressivo da pele. Existem dois tipos de Esclerodermia, um com envolvimento de uma área localizada da pele e outro, também conhecido como Esclerose Sistêmica Progressiva, que além do envolvimento da pele, pode acometer outros órgãos como esôfago, intestino, pulmões, rins e articulações. Na forma Sistêmica da Esclerodermia é freqüente a queixa de "extremidades brancas ou arroxeadas" quando expostas ao frio ou devido a estresse emocional. Essa manifestação clínica é conhecida como fenômeno de "Raynaud" e pode aparecer anos antes do início da Esclerodermia. A doença é mais comum em mulheres entre 30 e 50 anos de idade.

PASSA PARA OUTRAS PESSOAS?

A Esclerodermia não "pega" ou "passa" para outras pessoas. Do mesmo modo, não é uma doença hereditária, ou seja, não passa de pai para filho.

QUAL É A CAUSA?

Embora a causa para a maioria dos casos de Esclerodermia não seja conhecida, em alguns pacientes a doença é desencadeada por exposição a determinadas substâncias como sílica (pessoas trabalhando em minas), PVC (pessoas trabalhando em fábrica de plásticos), bleomicina (tratamento de câncer), etc.

TEM CURA?

Como outras formas de reumatismo, a Esclerodermia é uma doença crônica para a qual não existe tratamento específico, mas os sintomas podem ser controlados com o uso de diversas medicações. Muitas medicações são usadas em Esclerodermia, tais como, colchicina, D-penicilamina, xylocaína e ciclofosfamida. A escolha de uma delas depende da gravidade da doença e da experiência do médico em usá-la. O fenômeno de Raynaud pode ser tratado com medicações que dilatam os vasos, como a nifedipina.

COMO OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE?

No Brasil existem alguns grupos de pacientes reumáticos como o GRUPARJ no Rio de Janeiro, que publicam boletins informativos sobre os diversos tipos de doenças reumáticas. Um grupo semelhante está sendo criado na Bahia (GRUPABA). Para quem tem acesso à internet sugerimos o site da Sociedade Brasileira de Reumatologia:http://www.reumatologia.com.br ou da Arthritis Foundation: http://www.arthritis.org ou ainda, da Scleroderma Foundation: http://www.scleroderma.org.br

  Fonte: Silvana Souza / Mittermayer Santiago

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Leflunomide

O QUE É LEFLUNOMIDE?

Leflunomide é uma medicação utilizada para tratamento de doenças reumáticas dentre elas a mais importante é a Artrite Reumatóide. O mecanismo de ação da droga é a inibição de substâncias que levam a inflamação nas articulações e tecidos, levando à melhora clínica dos pacientes. O leflunomide faz parte do grupo de drogas "modificadoras do curso de doença", ou seja, medicações que, quando usadas por tempo prolongado, podem evitar a progressão da doença. Tem como nome comercial o ARAVA

LEFLUNOMIDE - COMO É FEITO A MONITORIZAÇÃO?

A monitorização da medicação é feita com exames de sangue (dosagem de enzimas hepáticas, albumina e hemograma) em intervalo de 4 a 6 semanas. Esse acompanhamento é indispensável para evitar complicações maiores decorrentes da medicação.

QUEM USA LEFLUNOMIDE PODE ENGRAVIDAR?

O leflunomide é contra indicado na gravidez ou em mulheres que estejam amamentando. Caso a mulher deseje engravidar o leflunomide deve ser descontinuado e usado 8g de colestiramina três vezes ao dia durante 11 dias.

QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS DO LEFLUNOMIDE?

Os efeitos colaterais mais comuns com uso dessa medicação são alterações gastrintestinais (diarréia, dor abdominal, náuseas, vômitos), alterações dos exames de sangue, reação alérgica, queda de cabelo e dor de cabeça. Esses efeitos geralmente melhoram com a redução ou suspensão da medicação.

COMO FAZER EM CASO DE APARECIMENTO DE EFEITOS COLATERAIS?

O paciente que apresentar efeitos colaterais que podem ser atribuídos ao uso de leflunomide deve procurar o nosso ambulatório funciona toda Sexta-feira à tarde ou entrar em contato com a nossa secretária no telefone 3265276 que a mesma localizará um dos médicos da nossa equipe e o mesmo poderá encontrar uma solução para o problema.

   Fonte: André Fraife / Mittermayer Santiago

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Miosite

O QUE É MIOSITE?

Miosite é um tipo de reumatismo caracterizado por envolvimento dos músculos, levando à fraqueza dos mesmos, às vezes dificultando a realização de tarefas simples como pentear os cabelos, subir escadas, levantar da cama etc. Ela é chamada de polimiosite quando apenas os músculos estão comprometidos e dermatomiosite quando existem também manchas na pele, principalmente em torno dos olhos e dobras dos dedos. O paciente pode também apresentar dor e inchaço nas articulações. Usualmente a doença afeta adultos entre 30 e 60 anos, sendo mais comum em mulheres, porém, pode também ocorrer em crianças.

QUAL É A CAUSA?

A causa da miosite é, até o momento, desconhecida, porém é sabido que ocorre uma alteração no sistema de defesa do organismo (imunológico), com inflamação dos músculos, levando à fraqueza.

A MIOSITE PASSA PARA OUTRAS PESSOAS?

Essa doença, mesmo com lesões na pele, não é transmitida por contato direto da pele ou sexual. Do mesmo modo, não passa de pai para filho.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO DE MIOSITE?

O reumatologista baseia-se nas queixas do paciente, no exame físico e nos exames complementares para o diagnóstico de miosite. Os exames mais utilizados são os de sangue, a eletroneumiografia e biópsia de músculo. Outras doenças como hipotireoidismo, doenças genéticas e algumas medicações podem afetar os músculos e devem ser excluídas.

A MIOSITE TEM CURA?

A miosite é uma doença crônica, mas que pode ser perfeitamente controlada com o uso de corticosteróides ou outras medicações que diminuem a atividade do sistema imunológico como azatioprina, ciclofosfamida e methotrexate. Alguns pacientes podem ficar sem usar qualquer medicação. A cada visita o reumatologista avalia a forma muscular e checa os níveis de CPK no sangue para poder acertar a dose da medicação.

COMO OBTER MAIS INFORMAÇÕES SOBRE MIOSITE?

No Brasil existem alguns grupos de pacientes reumáticos como o GRUPARJ no Rio de Janeiro, que publicam boletins informativos sobre os diversos tipos de reumatismo. Um grupo semelhante está sendo criado na Bahia (GRUPABA). Para quem tem acesso à Internet sugerimos o site da Sociedade Brasileira de Reumatologia:http://www.reumatologia.com.br ou da Arthritis Foundation: http://www.arthritis.org

  Fonte: Liliana Galrão / Mittermayer Santiago

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Síndrome de Sjögren

O QUE É SÍNDROME DE SJÖGREN?

A síndrome de Sjögren é uma doença que ocorre geralmente em mulheres na faixa dos 50 anos de idade e se caracteriza pela diminuição da produção de secreções como saliva e lágrima levando a sensação de boca seca e olhos secos, por isso é também conhecida como “síndrome seca”. A menor produção de saliva pode não ser inicialmente percebida, pois automaticamente o indivíduo procura beber mais líquidos para compensar tal dificuldade. O quadro pode progredir para a impossibilidade de ingerir alimentos sólidos sem o acompanhamento de líquidos, além do aparecimento de fissuras na língua e nos cantos dos lábios e maior ocorrência de cáries e perdas de restaurações dentárias. Da mesma maneira, a pouca produção de lágrima pode ser referida inicialmente como uma sensação de areia nos olhos ou vermelhidão, mas pode culminar com lesão de córnea. Eventualmente o paciente refere dificuldade para chorar. A secura não fica limitada à boca e aos olhos e muitas pacientes referem dificuldade de lubrificação vaginal. Uma outra manifestação peculiar dessa doença é o aumento das glândulas parótidas que poderá ser erroneamente interpretado como caxumba ou “papeira de repetição e fora de época”. Por outro lado, é necessário lembrar que nem toda boca seca ou olho com pouca lágrima significa a presença da síndrome de Sjögren. Assim, algumas medicações como diuréticos e antidepressivos podem dar secura de boca que melhora com a suspensão da medicação.

Calcula-se que existam cerca de dois milhões de casos dessa doença nos Estados Unidos. O número de casos no Brasil e na Bahia ainda não foi determinado, mas não parece ser rara, e acreditamos que a maioria dos pacientes ainda está sem diagnóstico.

COMO SE FAZ O DIAGNÓSTICO?

Para confirmar o diagnóstico da “síndrome seca”, o paciente deve procurar um reumatologista que indicará a realização de exames de sangue, testes para avaliar a produção de lágrima e biópsia de lábio.

COMO SE TRATA A SÍNDROME DE SJÖGREN?

O tratamento da “síndrome seca” pode ser inicialmente de suporte, com o uso de lágrimas artificiais e pomadas lubrificantes para a boca, além de cuidados locais. Ainda não disponível no mercado brasileiro é a medicação com o nome comercial de “salagen” que tomada por via oral por tempo prolongado, pode melhorar os sintomas de “secura”. Os pacientes têm adquirido esse remédio em Salvador por importação através da Varig. Os sintomas articulares podem ser controlados com o uso de antiinflamatórios. Os casos mais graves podem exigir o uso de medicações que inibem o sistema imunológico.

A SÍNDROME DE SJÖGREN É UM REUMATISMO?

Curiosamente, embora os pacientes com Síndrome de Sjögren possam ter sintomas em juntas, sendo portanto um “reumatismo”, mas o que chama mais a atenção para o diagnóstico são as “securas”. Às vezes a “síndrome seca” vem associada à outra doença reumática já confirmada como artrite reumatóide, lúpus ou esclerodermia e recebe então a denominação de “síndrome de Sjögren secundária”.

SÍNDROME DE SJÖGREN - COMO OBTER MAIS INFORMAÇÕES?

No Brasil existem alguns grupos de pacientes reumáticos como o GRUPARJ no Rio de Janeiro, que publicam boletins informativos sobre os diversos tipos de reumatismo. Um grupo semelhante está sendo criado na Bahia (GRUPABA). Para quem tem acesso à internet sugerimos o site http://www.lagrima-brasil.org.br ou o da Sociedade Brasileira de Reumatologia:http://www.reumatologia.com.br. Nos Estados Unidos existe a Sjogrens’s syndrome Foundation: http://www.sjogrens.com.

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Sulfasalazina

O QUE É SULFASALAZINA?

A sulfasalazina cujo nome comercial é o Azulfin é uma medicação utilizada para o tratamento de doenças inflamatórias como artrite reumatóide, artrites soronegativas e retocolite ulcerativa. A sulfasalazina faz parte do programa de "medicação de alto custo" do Governo Federal e é distribuída gratuitamente para pacientes reumáticos após a matrícula no Hospital Santa Izabel. Os pacientes recebem então um papel de autorização, o SME, e se dirigem à farmácia do Hospital Manoel Vitorino ou Hospital Ernesto Simões para pegar a medicação.

QUAL A DOSE A SER UTILIZADA?

Inicia-se o tratamento com 500 mg ao dia, aumentando 500 mg por semana até alcançar a dose de 2g/dia (cada comprimido tem 500mg). Em crianças, a dose é de 40-60 mg/kg/dia.

QUAIS SEUS EFEITOS COLATERAIS?

Seus efeitos colaterais mais comuns são: Intolerância gastro-intestinal, alterações de pele, alterações no sangue como anemia, queda de leucócitos e queda de plaquetas, infertilidade reversível nos homens.

QUAIS OS CUIDADOS QUE DEVEM SER TOMADOS COM A MEDICAÇÃO?

» Não deve ser usada em pessoas que apresentem alergia à sulfa e a aspirina
» Deve ser usada após as refeições.
» Aumentar a ingestão de água para evitar a formação de cálculos renais.
» Quais exames devem ser realizados durante o uso de sulfasalazina?
» Pacientes em uso de sulfasalazina devem fazer hemograma periodicamente    devido ao risco de alterações no sangue descritas acima.

   Fonte: Silvana Souza / Mittermayer B. Santiago

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Corticosteróides

COMO SÃO USADOS?

Os corticosteróides são utilizados em vários tipos de reumatismo. Quando indicados para Artrite Reumatóide, devem ser utilizados em doses baixas. Entretanto, em doenças como Lúpus Eritematoso Sistêmico, na sua forma mais grave, geralmente são necessárias doses bastante elevadas. Dessa forma, a dose varia com o paciente e com a doença. Os corticosteróides são geralmente administrados por via oral, via intravenosa, intramuscular ou intra-articular. A forma mais usada é a via oral e recomenda-se uma tomada pela manhã. Em situações mais graves, são utilizadas doses altas intravenosamente, as chamadas "pulsoterapias", administradas com o paciente internado por três dias consecutivos. Podem também ser administrados diretamente nas articulações, recebendo o nome de "infiltrações articulares". Deve ser enfatizado que quando o corticosteróide é usado por muito tempo, a diminuição da dose deve ser realizada lentamente, SOB ORIENTAÇÃO MÉDICA, pois uma diminuição brusca ou suspensão, podem trazer sérios efeitos negativos para o organismo. Além disso, os pacientes que usam corticosteróides por longo tempo necessitam aumentar temporariamente a dose quando em situações de estresse, como cirurgias e traumas. Esse aumento deve ser orientado pelo médico assistente.

DEFINIÇÃO

Os corticosteróides, também conhecidos como "corticóides" ou ainda "cortisona" são medicações usadas para diminuir os processos inflamatórios e para inibir o sistema imunológico, que em algumas doenças reumáticas encontra-se bastante ativado. O tipo de corticóide mais usado em reumatologia é a prednisona, cujo nome comercial é o meticorten.

EFEITOS COLATERAIS

Esses são bastante comuns, principalmente se utilizados em doses altas. Entretanto, até com baixas doses administradas por longo tempo, efeitos colaterais graves podem ocorrer.
Os principais efeitos colaterais dos corticorteróides são:

» Gerais: ganho de peso, rosto arredondado;
» Aumento da pressão arterial;
» Infecções;
» Neurológicos: distúrbios do sono, dor de cabeça, alterações do    comportamento;
» Pele: espinhas e cravos, manchas arroxeadas;
» Músculos: fraqueza, atrofia;
» Ossos: osteoporose, fraturas, necrose asséptica de cabeça de fêmur;
» Olhos: aumento da pressão intra-ocular, glaucoma, catarata, cegueira;
» Sangüíneos: aumento dos leucócitos, trombose;
» Endocrinológicos: retardo do crescimento, aumento do açúcar no sangue,    irregularidade menstrual, suspensão da menstruação;
» Gastro-intestinais: aumento do apetite, pancreatite;
» Outros: acúmulo de sal e água no organismo, aumento do colesterol no    sangue.

  Fonte: Maria Cristina Rocha / Mittermayer Santiago

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Ciclofosfamida

O QUE É A CICLOFOSFAMIDA?

Ciclofosfamida é uma medicação citotóxica ou seja, capaz de destruir determinadas células, e imunossupressora, ou seja, atua como um “breque” no sistema de defesa (sistema imune) do corpo humano. Por essas ações a ciclofosfamida é utilizada para tratamento de alguns tipos de câncer e para o tratamento de algumas formas de reumatismo onde o sistema imunológico está exageradamente ativado como lúpus, artrite, vasculite etc.

COMO A CICLOFOSFAMIDA É USADA?

Ciclofosfamida, cujo nome comercial é o genuxal, pode ser administrada sob de duas formas: por via oral diariamente (comprimidos de 50mg) ou por via intravenosa, na forma de pulsoterapia mensal. A administração intravenosa pode ser feita ambulatorialmente, como fazemos no HSI e no dia da administração da medicação o paciente é orientado a beber muito líquido para evitar que a substância fique acumulada na bexiga e cause irritação da mesma, ou até mesmo sangramento.

  Fonte: Maria Cristina Rocha / Mittermayer Santiago

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Cloroquina

O QUE É A CLOROQUINA?

A cloroquina é uma medicação extraída de uma árvore chamada cinchona peruviana, inicialmente foi indicada para tratar Malária, daí pertencer ao grupo dos "anti-maláricos", mas posteriormente foi também indicada para o tratamento de doenças reumáticas como Lúpus e Artrite Reumatóide. A cloroquina age no sistema imunológico modificando a doença e melhorando os sintomas. No Brasil existem dois tipos de cloroquina, a hidroxi-cloroquina que é comprada nas farmácias (nome comercial de reuquinol) e o difosfato de cloroquina que até recentemente era distribuído pelo Governo Federal, é atualmente obtido em farmácias de manipulação.

COMO DEVE SER TOMADA A CLOROQUINA?

A cloroquina deve ser tomada uma vez ao dia, em qualquer horário. A dose geralmente utilizada é de 250mg/dia de difosfato de cloroquina ou 400mg/dia de hidroxi-cloroquina. Em crianças a dose varia com o peso. Os efeitos da medicação só começam a aparecer cerca de quatro semanas após início do seu uso.

  Fonte: Liliana Galrão / Mittermayer Santiago

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Azatioprina

O QUE É AZATIOPRINA?

A azatioprina é uma medicação utilizada para inibir o sistema imunológico e dessa forma é usada para tratar algumas formas de reumatismo onde existe uma ativação exagerada desse sistema, como lúpus e artrite reumatóide. Essa medicação é também indicada para outras doenças não reumatológicas de fundo imunológico e para evitar rejeição à transplante de órgãos. Tem como nome comercial o imuran.

COMO É USADA?

A azatioprina é usada por via oral, na dose de 1 a 3 mg/Kg/dia, na forma de comprimidos de 50 mg. Essa medicação faz parte do programa de "medicação de alto custo" do Governo Federal e é distribuída gratuitamente para pacientes reumáticos após a matrícula no Hospital Santa Izabel. Os pacientes recebem então um papel de autorização, o SME, e se dirigem à farmácia do Hospital Manoel Vitorino para pegar a medicação.

  Fonte: Mittermayer B. Santiago

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D-penicilamina

O QUE É D-PENICILAMINA?

A D-penicilamina cujo nome comercial é o Cuprimine é uma medicação utilizada para o tratamento de doenças reumáticas como esclerodermia e artrite reumatóide. A D-penicilamina faz parte do programa de "medicação de alto custo" do Governo Federal e é distribuída gratuitamente para pacientes reumáticos após a matrícula no Hospital Santa Izabel. Os pacientes recebem então um papel de autorização, o SME, e se dirigem à farmácia do Hospital Manoel Vitorino ou Hospital Ernesto Simões para pegar a medicação.

COMO DEVE SER UTILIZADA?

Inicia-se o tratamento com 1 comprimido de 250 mg ao dia, aumentando-se a dosagem, se necessário. O comprimido deve ser ingerido com água e em jejum e o paciente só deverá se alimentar depois de meia hora.

QUAIS SEUS EFEITOS COLATERAIS?

Seus efeitos colaterais mais comuns são: Intolerância gastro-intestinal, reações alérgicas, alterações no sangue como anemia, queda de leucócitos e queda de plaquetas, alterações renais, perda de paladar

QUAIS EXAMES DEVEM SER REALIZADOS DURANTE O USO DE D-PENICILAMINA?

Pacientes em uso de D- penicilamina devem fazer hemograma e sumário de urina periodicamente devido ao risco de alterações no sangue e renais descritas acima.
  
  Fonte: Silvana Souza / Mittermayer B. Santiago

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